sábado, 31 de janeiro de 2009

Perigo de xenofobia na Itália alarma Europa

Publicada em 24/05/2008 às 20h19m

O Globo Online

ROMA - Com a força de uma vitória esmagadora nas eleições parlamentares de 13 e 14 de abril, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, anunciou, na semana passada, uma verdadeira caçada a imigrantes clandestinos no país. O "pacote de segurança" - que entre outras medidas torna crime a imigração ilegal - será submetido a votação no Congresso. Segundo reportagem do Globo, o projeto contará com apoio da maioria absoluta formada pelo Povo das Liberdades de Berlusconi e a Liga Norte de extrema-direita na Câmara e no Senado, devendo entrar em vigor em aproximadamente dois meses.

Você concorda com a criminalização da imigração ilegal?

O símbolo da nova política de imigração de Berlusconi se chama Abdwahd e nasceu no mesmo dia em que seu governo apresentou ao público seu chamado "pacote de segurança". A mãe de Abdwahd, uma refugiada somali, deu à luz o menino a bordo de um barquinho que partiu de al-Zwara, na Líbia, para chegar à ilha italiana de Lampedusa, exatamente na metade do caminho entre África e Europa. Se as novas leis propostas por Berlusconi forem aprovadas - como é esperado - Abdwahd já nasceu criminoso: ele entrou na Itália sem documentos.

A criminalização da imigração ilegal sempre foi o grande objetivo político da Liga Norte. No segundo Gabinete chefiado por Berlusconi, que governou a Itália de 2001 a 2006, a medida foi aprovada pelo Parlamento, mas declarada inconstitucional pela Suprema Corte.

Entre as medidas propostas, o Estado italiano vai exigir testes de DNA a familiares que pedirem visto de residência no país, além de controlar com mais cuidado os processos de pedido de asilo político.

Confira a reportagem completa no Globo Digital (somente para assinantes)

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/05/24/perigo_de_xenofobia_na_italia_alarma_europa-516553795.asp

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

RUI MARTINS

O Escritor Rui Martins tem uma visão apuradíssima sobre o CASO BATTISTI. Vale a pena ler aquele que sabe das coisas e nos ajudar a entender como REINALDO AZEVEDO (incomparável) nada sabe sobre tudo, inclusive palpitando sobre o caso lá, naquela pocilga. Também ajuda entender a capacidade de raciocínio(?) dos leitores retardados da revistinha veja.

LULA E O CASO BATTISTI

Berna (Suiça) - O caso Cesare Battisti está praticamente resolvido.

Na sua resposta à carta do presidente italiano, nosso presidente colocou tudo nos eixos, deixando bem claro ao insistente colega ser uma questão pertencente à esfera da justiça brasileira e ter sido soberana e definitiva a digna decisão tomada pelo ministro Tarso Genro.

Não haverá, portanto, nenhuma crise mesmo porque Lula não acredita haver motivo para perturbar a amizade existente entre os dois países.

Embora muita gente goste de criticar nosso presidente, é forçoso reconhecer seu tato e sua educação ao tratar com o governo italiano. Manda a regra diplomática que cartas entre presidentes sejam cercadas de sigilo. Ora, o presidente italiano, para forçar uma resposta de Lula, divulgou sua carta para a imprensa italiana antes de enviá-la a Lula via Itamaraty. Ou seja, nosso presidente recebeu a carta depois de ter sido comentada pelos jornais.

Lula não gostou, é claro, mas manteve a calma, quando qualquer um de nós teria reagido com mau humor. Talvez seja por isso que o jornal El País, na semana passada, fez rasgados elogios ao presidente Lula por sua popularidade, apesar de tantos anos no poder e em plena crise mundial.

O caso Cesare Battisti provocou um correio fora do habitual. Muitos leitores, baseados em conclusões apressadas de certa imprensa, tomaram as dores dos italianos. Assim, sem disporem de maiores informações, concluíram pela culpa e pela extradição de Battisti com uma lógica digna de jardim de infância. E sequer lhes passou pela cabeça o risco de se condenar um inocente a morrer na prisão.

Algumas constatações estranhas também ocorreram. A revista Carta Capital, considerada por tantos como de centro-esquerda, assumiu uma postura francamente italiana e uma reportagem publicada, em julho, impediu muitas pessoas de serem contra a extradição de Battisti. A chamada ala esquerda do PT só aderiu no fim do ano, por volta da decisão do Conare favorável à extradição. Ao contrário, a revista Época publicou uma reportagem correta e imparcial sobre Battisti, enquanto Veja e Isto É publicaram textos objetivos.

A mídia brasileira pouco falou de Fred Vargas, mas sem ela não teria havido a próxima libertação de Battisti. Incansável combatente, foi ela quem criou o primeiro comitê de defesa, na França, e buscou o apoio de políticos, intelectuais e da imprensa francesa para Cesare Battisti.

A missão não foi fácil – a maioria dos líderes do Partido Socialista, envolvidos numa séria luta interna preferiu se manter à distância, com receio de ser negativa do ponto de vista eleitoral; o jornal Le Monde, logo depois de alguns artigos favoráveis, deu marcha-à-ré, como a revista Nouvel Observateur. Mas Fred pôde contar com o apoio do cotidiano Libération, do jornal l´Humanité, do filósofo Bernard-Henri Levy e da ex-candidata à presidência da França, Segolène Royal.

Embora pouco conhecida no Brasil, Fred Vargas, é escritora do gênero policial, bastante conhecida entre os franceses. Seus livros estão entre os dez mais vendidos na França, com mais de um milhão de exemplares, a maioria deles premiados e transformados em roteiros de filmes.

Cientista, arqueóloga do prestigioso Centro Nacional de Pesquisas Científicas, CNRS, seu nome verdadeiro é Frédérique Audouin-Rouzeau, e foi por acaso que começou a escrever romances policiais. Foi assim que conheceu Cesare Battisti que, nas horas vagas de zelador de um prédio em Paris, escrevia também romances policiais, atividade que já começara quando clandestino no México, depois de ter fugido da Itália.

Ser minuciosa, ela aprendeu com a Arqueologia. Assim, quando a Itália pediu a extradição de Battisti, em 2004, Fred se interessou pelo caso, estudou o processo, foi às fontes e concluiu serem verdadeiras as declarações de inocência de Battisti. Fazia onze anos que Battisti vivia modestamente em Paris e temia, já naquela época, por sua vida, caso fosse extraditado. Além disso, Battisti constituíra família, e já era pai de duas filhas.

O presidente François Mitterrand tinha dado asilo a todos os italianos, antigos extremistas dos anos 1960-1970, que tivessem abandonado a luta armada e se integrado na sociedade. Para Battisti, sua participação durante dois anos no movimento Proletários Armados pelo Comunismo, era coisa passada, da qual se desligara havia tempo. Mas sua fuga e ausência, deixando folhas em branco assinadas com o advogado, tiveram um preço – um dos dirigentes do movimento lançou sobre ele (ausente) a responsabilidade e a autoria de quatro crimes. Em conseqüência, julgado à revelia, foi condenado à prisão perpétua. Com base nessa condenação, o governo Jacques Chirac ignorou a proteção dada por Mitterrand, e iniciou o processo de extradição. Faltavam apenas dois meses para Battisti ter adquirido a nacionalidade francesa, pois havia iniciado um processo de naturalização.

Battisti foi obrigado a fugir pouco antes de ser extraditado, e desapareceu. Para Fred Vargas, que se tornara líder do movimento em favor de Battisti, começou um longo período de tortura psicológica. Sua casa foi visitada diversas vezes por agentes secretos franceses para instalação de microfones, seus telefones e computadores foram grampeados. Como suspeitasse de um carro sempre parado na sua rua, Fred mudou de apartamento, mas logo reapareceu, no seu novo endereço, o mesmo furgão de antes, provavelmente equipado para todo tipo de escuta.

O que antes escrevia enquanto tramas de ficção, passava a se concretizar enquanto vida: a polícia achava que Fred sabia onde se escondia Battisti, e fazia de tudo para encontrar uma pista. Até a prisão de Battisti no Rio de Janeiro, foram três anos sentindo-se todo tempo seguida e vigiada o que só agora, com o estatuto de refugiado a Battisti, deve terminar.

Fred esteve cinco vezes no Brasil, entre março 2007 e dezembro 2008, quando constituiu Luiz Eduardo Greenhalgh como seu advogado, encontrando-se com políticos, juristas e procurando sensibilizar a mídia para o caso. Se o senador Eduardo Suplicy, o deputado Fernando Gabeira e o jurista Dalmo Dallari lhe deram apoio desde o primeiro momento, novas adesões à causa foram muito difíceis de conseguir.

Apoiar Battisti - e o ministro Tarso Genro experimenta hoje essa incômoda situação -, poderia ter como conseqüência se tornar impopular, visto as acusações feitas pela Itália, facilmente exploradas pela mídia comercial e de direita.

Fred Vargas se encontrou, no Brasil, com Clara Bruni, a esposa do presidente francês, em visita oficial ao país em companhia do marido. Fred pediu a ela para interceder junto ao marido em favor de Battisti, do mesmo modo como fizera com Marina Petrella, a brigadista perdoada in extremis pelo presidente francês. Com efeito, Sarkozy transmitiu a Lula a mensagem de que a França se desinteressava do caso Battisti, colocando-o no mesmo plano que Marina Petrella, assegurando que o governo francês não reagiria se o Brasil acolhesse Battisti.

Do lado italiano, a pressão era forte. O embaixador em Brasília pediu e obteve seis audiências com o ministro Tarso Genro, e não baixava guarda ao perceber que a ala esquerda do PT abandonava a indecisão e começava a a assumir uma posição firme no sentido de garantir refúgio para Battisti.

Um argumento era forte em favor de Battisti: a Itália não reagiu quando a França de Sarkozy perdou a brigadista Petrella e, por certo, não iria agir diferente com Battisti, que pertencera a um grupo pequeno, não envolvido em mortes de personalidades. Esperava-se uma decisão de Tarso Genro durante as Festas do Natal e Fim de Ano. Como nada foi anunciado, pensou-se o pior. Foi quando Fred recebeu um e-mail de Marco Aurélio Garcia, secretario especial da Presidência para Assuntos Internacionais, informando que o ministro ia lhe comunicar sua decisão no dia 15 de janeiro, mas a decisão acabou sendo tomada no dia 13 à noite.

Quando Fred Vargas soube da boa notícia, do refúgio concedido pelo ministro Tarso Genro a Battisti, já era madrugada em Paris.

Fonte: http://blogdoonipresente.blogspot.com

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tarso: 99% dos que querem extraditar Battisti defendem impunidade para torturadores

Atualizado em 27 de janeiro de 2009 às 03:55 | Publicado em 27 de janeiro de 2009 às 03:53

Críticas ao refúgio concedido a Battisti fazem parte de disputa política, afirma Tarso Genro

Marco Antonio Soalheiro e Ivanir José Bortot

Repórteres da Agência Brasil

Brasília - Alvo nas últimas semanas de inúmeras críticas de autoridades italianas e setores da sociedade brasileira em virtude do refúgio concedido ao escritor Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, reiterou, em entrevista exclusiva à EBC - Empresa Brasil de Comunicação, estar convicto de que o gesto foi plenamente adequado aos princípios constitucionais do país. Para ele, é nítida a motivação política na maior parte dos que se opõem em âmbito interno à sua decisão. Tarso os define, em geral, como entusiastas do neoliberalismo e defensores da impunidade aos torturadores.

“A discussão se tornou política. Não vi até agora, com sobriedade, nenhum argumento jurídico, porque este argumento jurídico teria de desconstituir todas as decisões do Supremo [Tribunal Federal - STF] sobre o assunto, em casos parecidos com esse do senhor Battisti”, afirmou Tarso.

“No momento em que a grande bandeira do neoliberalismo sucumbiu, que era a nossa submissão total ao capital financeiro e às suas necessidades desregulamentadoras, os próprios promotores e ideólogos desse modelo precisavam de um outro argumento para fazer oposição e se apegaram nesse do Battisti. Não é de pasmar que 99% dessas pessoas defendem impunidade para os torturadores. As mesmas pessoas são favoráveis que se entregue o senhor Battisti, mesmo o Brasil não tendo entregue outras pessoas que estavam na mesma situação”, acrescentou.

Battisti foi condenado em seu país de origem à prisão perpétua em duas sentenças, pela suposta autoria de quatro assassinatos, entre 1977 e 1979. Na época, o escritor militava na extrema esquerda da Itália, vinculada ao grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

Em relação ao descontentamento das autoridades italianas com o refúgio, Tarso classificou como natural, se considerado o “ambiente de dor” deixado pelos atos de violência que marcaram a vida política do país nos anos 1970, mas ressalvou não haver base probatória suficiente para a condenação.

“Eu diria até que, no momento em que o senhor Battisti foi julgado na Itália, a decisão provavelmente foi adequada às circunstâncias históricas daquele país. Hoje, qualquer juízo absolveria o senhor Battisti por insuficiência de provas”, avaliou.

Em seu rol de argumentos, o ministro lembrou o fato de a Itália não ter atendido o pedido brasileiro para extraditar o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que tinha sido condenado no Brasil a 13 anos de detenção por crimes contra o sistema financeiro.

“Aí entra a questão da soberania. Quando nós pedimos a extradição do senhor Cacciola a Itália aplicou corretamente a sua Constituição. A Constituição [italiana] proíbe a extradição de preso com dupla nacionalidade. Fomos extraditá-lo lá em Mônaco e nem por isso ofendemos o sistema jurídico italiano ou desconstituímos sua estrutura institucional”, assinalou Tarso.

A disputa definida como “política” pelo ministro terá seus próximos capítulos travados no STF. Os advogados Luiz Eduardo Greenhalgh e Suzana Angélica Paim Figuerêdo, que compõem a banca de defesa de Cesare Battisti, interpuseram no tribunal um pedido de revogação da prisão preventiva do refugiado. A República italiana encaminhou ao STF, na sexta-feira (23), documentação com razões para justificar o pedido de extradição e contra a ação de liberdade de Battisti.

Sobre o caso, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, solicitou parecer à Procuradoria Geral da República.

Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/tarso-99-dos-que-querem-extraditar-battisti-defendem-impunidade-para-torturadores/

sábado, 24 de janeiro de 2009

interessante se notar que quando nós ensinamos os nossos para que não sejam vítimas de bullying, nem nos preocupamos em ensinar, antes de tudo, que eles não pratiquem isso

Bullying

Por Jorge de Lima

Ligo o rádio e ouço uma propaganda de café que diz: “O preto que todo mundo quer na mesa”; “O preto que todo mundo gosta”. Não acredito que uma empresa séria, de renome em Goiás, tenha aceitado esse tipo de anúncio como forma institucional de divulgação do produto. Menos ainda quero crer que publicitários tenham desenvolvido uma campanha que denote preconceito velado ou declarado de forma subliminar?
Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e que podem ser repetidos, praticados por grupos ou um indivíduo. O termo deriva da palavra inglesa bully, que significa valentão. No bullying um dos principais objetivos é o de intimidar ou agredir outro indivíduo que se mostre em situação de desproteção ou incapacidade para se defender. Assim, o bullying é praticado especialmente com a intenção de mostrar força e uma capacidade maior que a de um adversário. Toda forma de manifestação de preconceito quando expressa é bullying. O bullying liga-se diretamente a nossos instintos, em especial ao instinto de poder, de forma extremamente primitiva em uma resposta instintiva de ataque e fuga, instinto este presente em qualquer inseto ou animal vivo. No bullying a força bruta é usada tanto para agredir quanto para humilhar qualquer um que se mostre diferente ou mais frágil.
A inveja é um componente essencial do bullying, especialmente quando o alvo mostra, a qualquer nível, uma capacidade superior à do agressor. Qualquer aspecto digno de inveja é o suficiente para despertar a raiva e a consequente agressão, sobretudo em indivíduos que não têm como reagir.
O bullying na adolescência e na puberdade é muito comum. Faz parte do processo de afirmação da individualidade, quase que como um ritual de iniciação no qual um jovem deve se afirmar em sua diferença essencial. Saber lutar e se defender é parte essencial da vida. Porém, o fenômeno do bullying vai além dos princípios básicos de igualdade e respeito. Ele fomenta o egoísmo, o preconceito, a agressividade, a tirania, a falta de limites e de bom senso.
Hoje, o bullying é comum no meio religioso, na educação e até no desporto, especialmente porque nossa sociedade é preconceituosa, e a maior parte das pessoas é meramente instintiva. Em uma sociedade violenta, agressiva, em que o sadismo é agente passivo de convívio – vide nossos telejornais e toda a cultura ligada ao medo amplamente estimulada. Neste cenário de horror é natural que crianças, adolescentes e jovens, estimulados pela violência introjetada, expressem tudo isso de alguma maneira, em especial em quem não pode reagir. Trata-se de um processo de “fabricação” de agressores e agressoras, nossa futura estatística da violência.
Na prática da psicoterapia em meu consultório esbarrei, inúmeras vezes, com pessoas que entraram em quadros de fobia, pânico ou depressão por bullying na infância, adolescência ou na vida adulta. Geralmente pessoas com profundos conflitos, com sua autoestima abalada, com severos traumas por agressões ou humilhações vividas e revivenciadas psiquicamente, tornando-se como fantasmas no espírito dos indivíduos. Sem contar a centena de casos de neurose ou de alta persecutoriedade gerada na psique de quem foi agredido inúmeras vezes pelo simples fato de ser diferente – “O preto que todo mundo gosta”.
Em meios segregados, como negros, homossexuais, deficientes, pacientes psiquiátricos, a carga de preconceito social torna o bullying frequente, expressando por vezes a antipatia do preconceito de muitos a um determinado grupo ou a um determinado indivíduo. Uma espécie de catarse coletiva de agressividade frente a diferenças que ameaçam a psique de uma pessoa essencialmente invejosa.
Hoje, nossa legislação protege de forma ampla qualquer indivíduo que seja vítima de agressividade. Porém nossa sociedade não para de produzir, em série, pessoas agressivas, especialmente por nossa cultura ligada ao medo. A punição dos agressores não vai resolver os traumas gerados a um indivíduo.
Todavia devemos ressaltar que muitas pessoas tornam-se gigantes em nossa sociedade pelo fato de na infância terem vivenciado uma alta carga de preconceito ou segregação. Muitos saem fortalecidos do processo de preconceito. Outros tantos sucumbem.
A terapia que indicamos para pessoas que sofreram de bullying é semelhante à terapia de pessoas que sofreram severos traumas em suas vidas. O trauma gerado não pode ser apagado, porém seus efeitos negativos podem ser trabalhados. De uma certa maneira estas vivências ligam-se ao preparo de um indivíduo para seu futuro, para o confronto com seu destino.

Jorge de Lima
escreve aos sábados neste espaço

Fonte: http://www.dm.com.br

sábado, 17 de janeiro de 2009

Clique na imagem para ampliar, este é o doutor = sábio jorge monteiro de lima, muito bom, ele é cego fisicamente mas não materialmente ele enxerga com as mãos, cheiro, tudo,